Geração de Renda29.03.11

Instituto Walmart e Casa de Passagem realizam seminário sobre mulheres

O Instituto Walmart e a ONG Casa de Passagem promoveram nesta terça (29) o Seminário "Mulheres Gerando Renda: Empoderamento e prevenção da violência doméstica". O evento, aberto ao público, foi realizado no auditório do Ministério Público de Pernambuco, na capital do Estado.

O evento contou com a presença da diretora pedagógica do Instituto Maria da Penha, Regina Célia, da procuradora de Justiça Daisy Andrade Pereira e da promotora da Infância e Juventude Ana Carolina Paes de Sá Magalhães.

"O Instituto Maria da Penha e as Defensoras dos Direitos à Cidadania", "O Ministério Público de PE e o combate à Violência contra a Mulher” e “Estratégias de combate à exploração sexual da criança e do adolescente" foram os temas abordados por elas, respectivamente.

Mulheres Gerando Renda

No seminário também foram divulgados os resultados do projeto Mulheres Gerando Renda, um dos primeiros apoiados pelo Instituto Walmart no Recife. Em parceria com a Casa de Passagem, em 2007 e 2008 o projeto beneficiou 80 mulheres da comunidade de Santo Amaro, bairro da Zona Norte.

São artesãs, bordadeiras e costureiras que já trabalhavam na confecção de produtos manufaturados de decoração, artesanato e moda, mas que não tinham alcance de mercado, devido à falta de planejamento.

“O projeto veio para fortalecer a linha de geração de renda e sustentabilidade dessas mulheres, a partir da transformação dos produtos, através da elaboração e efetivação de um plano de negócio”, explica Jakeline Soares, gerente do Instituto Walmart.

Além de aulas sobre corte e costura, modelagem e empreendedorismo, as mulheres tiveram oportunidade de conhecer e debater entre elas temas como Direitos Humanos, Saúde da Mulher e Violência Doméstica, conhecendo os seus diretos a partir da Lei Maria da Penha.

As participantes também tiveram acesso à terapia comunitária, que as auxiliou a desenvolver a autoestima, motivando-as para o trabalho.

Inserção no mercado de trabalho

Após participarem das atividades do projeto, 50% das mulheres foram inseridas no mercado de trabalho e as demais continuam trabalhando na confecção de produtos, mas, dessa vez, produzindo itens com perfil de mercado.

“O processo de empoderamento e inclusão das mulheres aconteceu de forma sistêmica, pois valorizamos o saber popular com o científico, o que possibilitou o crescimento individual e o coletivo. Talentos locais foram surgindo e outros aperfeiçoados, mesmo diante de um contexto com tantas adversidades”, completa Jaciara Arruda, coordenadora do projeto.

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  • Categoria: Grupos Produtivos

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